BIENAIS DE SÃO PAULO – ANOS SETENTA

24 de fevereiro de 2019 por keyimaguirejunior

BOSQUEJO PELA BIENAL DE SANPA

Não pretendo dar qualquer contribuição teórica à avaliação das Bienais de São Paulo – seria excesso de pretensão. É só ver na bibliografia a seguir, que o tema já foi tratado pelas maiores autoridades em Arte Brasileira.

Mas minhas passeadas pelas Bienais dos anos setenta, deixaram em meus arquivos um rastro de algumas poucas dezenas de slides. Antes que os fungos terminem de devorá-los, gostaria de disponibilizar essas imagens a quem elas possam ser úteis.

Escolhi o que, desde a primeira visita a uma Bienal – acho que foi a de 1971 – me pareceu como mais interessante: os ambientais. Se se trata de um rumo definido dentro da produção artística da época, é outra discussão. Todos os trabalhos mais convencionais – desenho, pintura, gravura, escultura – ficavam num discreto segundo plano – e é claro que sempre houve, aí, obras com muita qualidade artística. E não era apenas eu a captar o fascínio dos ambientes: a quase totalidade dos visitantes se concentrava diante – ou dentro – deles, das concepções espaciais que envolvem e impressionam sensações no observador.

Evidente que o evento foi concebido – desde a sua formulação maior, a de Veneza – com objetivo de dar aos artistas um panorama dos rumos trilhados pela Arte no planeta. Mas do ponto de vista do visitante não-artista praticante, o que atrai é o que realmente o inclui como participante, talvez como espectador. Mas esse será mais o capítulo das performances – que, na época, ainda não estavam presentes ou que não tive oportunidade de presenciar.

O próprio pavilhão de Oscar Niemeyer, quase um Modernismo convencional por fora, internamente é um ambiente indutor de percurso dinâmico, fluido, ininterrupto: ver toda a Bienal em um dia, é uma maratona respeitável, ainda que fascinante.

Nem a todas as Bienais fui “armado” de câmera fotográfica – e tão pouco, o gigantismo da mostra permitia perfeccionismos técnicos na captação das imagens. Os recursos digitais ainda não estavam à vista… e aqui fica mais uma razão para o predomínio das fotos de ambientais: eles são mais fotogênicos, permitem mais a quem faz os registros.

Acho que o recado do post é este: se não se trata de um evento fechado e restrito à corporação dos artistas, em sua dimensão pública, de evento, o que sobressai é o lúdico.

ALGUMAS LEITURAS

– AMARAL, Aracy. Arte para quê? São Paulo, Nobel, 1987.

– AMARANTE, Leonor. As Bienais de São Paulo, 1951/1987. São Paulo, Projeto, 1989.

(CARTAZES DA BIENAL DE SÃO PAULO). Jornal “Folha de São Paulo”, edição de sábado, 14 de outubro de 1989.

– CATÁLOGO. Modernidade, arte brasileira no século XX. São Paulo, MAM, 1988.

– KAWALL, Luis Ernesto. Arte: reportagem. São Paulo, C.A. Novo Mundo, 1972.

– MORAIS, Fernando. Chatô, o rei do Brasil. São Paulo, Cia das Letras, 1994.

– PEDROSA, Mário. A Bienal de cá para lá. IN: GULLAR, Ferreira. Arte Brasileira hoje. Rio de Janeiro, Paz e Terra, 1973.

– TEIXEIRA LEITE, José Roberto. Museus e Bienais. IN: Arte no Brasil. São Paulo, Editora Abril, 1979.

The Journal of decorative and propaganda arts. Edição 21, USA, Wolfson, 1995.

– ZANINI, Walter (org). História Geral da Arte no Brasil. São Paulo, Instituto Walter Moreira Salles, 1983.

 

 

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