CURITIBA CONTADA EM GIBI

3 de setembro de 2017 por keyimaguirejunior

Só em quadrinhos, a História de Curitiba foi contada três vezes:

– A primeira, foi em abril de 1975. O Boletim da Casa Romário Martins ainda era da Fundação Cultural de Curitiba, estava em sua 11ª edição. Era um folheto de vinte páginas, rodado pelo “seu” Luis no sótão do Palacete Wolf, na Praça Garibaldi. A impressora era um mimeógrafo melhorado, mas dava conta do recado.

Valêncio Xavier escreveu o texto que foi assessorado pelo historiador Ruy Wachowicz e desenhado por Moacyr Calesco. O traço caricatural do artista se presta à narrativa rápida e sumaríssima pretendida: um “vol d’oiseau” composto apenas pelas informações indispensáveis. Na parte final há um “salto no tempo”, passando por cima da economia madeireira e do café, indo da erva-mate direto às propostas urbanísticas dos anos setenta.

CALESCO

– A segunda foi dez anos depois, numa série de 7 fascículos com 126 páginas. Novamente a edição é da Fundação Cultural de Curitiba. Contou com o desenho primoroso de Flávio Colin, nessa época morando no Parolim, em Curitiba. Os textos foram elaborados por uma equipe de historiadores. Cada fascículo é referenciado a uma fase histórica, com o título que a delimita, mas auto-conclusivo, quase independente, e acompanhado de boa bibliografia.

COLIM

– A terceira é de 1993, comemorativa dos 300 anos da cidade. Foi publicado apenas o primeiro volume (“Das origens à proclamação da República”). O texto da profa. Cassiana Lacerda contou com desenho e tratamento gráfico de Claudio Seto – o que significa que, infelizmente, não veremos a parte complementar. A versatilidade do artista o levou a utilizar técnicas de nanquim sobre papel, que lhe pareceram adequadas à narrativa histórica.

SETO0005

OBSERVAÇÃO: mais informações sobre essas edições, são bem vindas.

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