XADREZ NA CHUVA

21 de outubro de 2016 por keyimaguirejunior

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CHADREZ NA XUVA

         Não me dou bem com jogos, competitivos ou não: desde bolinhas de búrico até xadrez, não me despertam interesse. No meu currículo esportivo constam apenas algumas “peladas” num terreno de bairro vazio, lááááá na adolescência. Dizem que é indício seguro de autismo, e melhor autista que esportista.

Em outras palavras, se alguém quiser provar que é melhor chutador de bola do que eu, não é preciso se arrebentar de correr durante uma hora e meia: eu admito previamente ser péssimo e o desafiante, sensacional.

Do próprio futebol, assunto da preferência nacional, me ne frego. Os recursos gastos com estádios, jogadores, segurança contra vandalismo das torcidas, secções em jornais e revistas, tempo de televisão – poderiam ser mais bem investidos.

Assim, não lembro como caiu na minha mão um livro sobre a história do jogo de xadrez – e o achei interessante. (Edward Lasker, “A aventura do xadrez”, São Paulo, Ibrasa, 1962.) Aprendi os movimentos das peças – e parei por aí. Meu interesse, ao longo dos anos, ficou restrito ao design das peças: prá quem não sabe, até o Max Ernest desenhou peças de xadrez. Em si, a coisa daria um excelente “beau livre”. Ou, prá quem tiver espaço e muito dinheiro, uma coleção interessantíssima.

 

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Acima, jôgo de xadrez convencional, com peças em pau-marfim e jacarandá.

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Essas fotos, dos anos setenta, foram resgatadas pelo Luan Galani. O tabuleiro de xadrez e suas peças ficavam na Praça Generoso Marques, em Curitiba, e são projeto de Juarez Machado. São da época do duelo Spasky/Fischer, e os jogos eram acompanhados pela população. O Luan publicou duas matérias contando a triste história dessas peças:

“Gazeta do Povo” de 7 de setembro de 2016

“Haus” nº 20, de outubro de 2016

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Jogo do xadrez existente no pátio do excelente conjunto cultural nas antigas instalações da Fábrica Venske.

xico-mate-03-100710Tiras do Xico Mate – que joga Chadrez na Xuva – do quadrinista catarinês Cortiano.

Produção de há uns 30 anos, mas inédita.

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