CONVERSA INTERCONTINENTAL SOBRE ANDREA CAMILLERI – 3

7 de setembro de 2016 por keyimaguirejunior

Omaggio al centesimo libro d’Andrea Camilleri, “L’altro capo del filo”

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Key. Você diz que Camilleri, além das novelas policiais de Montalbano, escreveu outros romances?

Gianni. Certo. Imagine que o seu mais recente romance, “Laltro capo del filo” , vigésimo quarto da série de Montalbano, publicado em março de 2016, foi o seu centésimo livro. E entre esses, há verdadeiras obras-primas – escritas naquele seu curioso dialeto e ambientado igualmente no local imaginário de Vigàta – como por exemplo O cervejeiro de Preston, La mossa del Cavallo, La scomparsa di Pató, e tantos outros.

Key. Acho que escreve há muitos anos, não?

Gianni. Ah, não mesmo, e este é um outro aspecto curioso. Camilleri nasceu em setembro de 1925, então tem uma certa idade. E na sua longa vida, teve muitas atividades. Inicialmente, digamos nos anos cinqüenta e sessenta, foi um competente diretor de teatro, capaz de apresentar pela primeira vez alguns dramaturgos de vanguarda. Depois, de 1958 a 1970, foi professor no Centro de Cinematografia Experimental de Roma; e de 1977 a 1997 ensinou Direção na Academia Nacional de Arte Dramática “Silvio d’Amico”. Por fim, nos anos sessenta trabalhou para a RAI, Radio Televisão Italiana (diga-se de passagem, escreveu para o Radiocorriere, praticamente o house organ da RAI, um milhar de artigos) como responsável por importantes produções: entre elas, lembra como de particular interesse “Le inchieste del Comissário Maigret” porque – é ele quem afirma – graças à estrutura desses episódios “aprendeu” com Georges Simenon como se escreve uma novela policial. Mas até 1994, quando publicou “A forma da água”, primeiro livro de Montalbano, tinha publicado apenas cinco romances em quinze anos. Depois dessa data, e então aposentado, sua criatividade… desencadeou e agora, em pouco mais de vinte anos, publicou mais de noventa livros, sem contar com uma centena de artigos e várias outras coisas. Uma verdadeira… força da natureza! Mesmo porque, cada livro seu, de qualquer tipo, pula imediatamente ao topo dos mais vendidos (já houve ocasiões, antes, em que se encontravam contemporaneamente nos primeiros dez lugares, dois, três e até quatro de seus títulos! É um fenômeno nunca antes acontecido na literatura italiana). Vale também para a quantidade de traduções.

Key. Portanto, não é um fenômeno apenas italiano?

Gianni. Digo que, absolutamente, não. Os seus romances estão traduzidos em cento e vinte línguas, das principais às mais raras e inesperadas. Você me disse que também no Brasil foram traduzidos alguns títulos. No conjunto, estima-se que seus livros tenham vendido mais de dez milhões de cópias. E agora, a partir de maio de 1999, todos os romances e contos com as investigações de Montalbano, foram transpostos em várias séries de episódios, igualmente difundidos em vários países do mundo. De todo esse conjunto de dados – que no entanto são apenas os essenciais – acho que dei elementos suficientes para justificar a definição de “fenômeno Camilleri”.

Key. Saranno molti anni che scrive, no?…

Gianni. Ah, proprio no, e questo è un altro aspetto curioso. Camilleri è nato il 6 settembre 1925, quindi ha una certa età. E nella sua lunga vita ha avuto parecchie attività. Dapprima, diciamo, dagli anni Cinquanta ai Settanta, è stato un valido regista teatrale, capace anche di rappresentare per la prima volta certi drammaturghi di avanguardia. Poi, dal 1958 al 1970 è stato insegnante al Centro Sperimentale di Cinematografia di Roma, mentre dal 1977 al 1997 ha insegnato Regia all’Accademia Nazionale di Arte Drammatica «Silvio D’Amico». E infine, durante gli anni Sessanta ha lavorato per la RAI, Radio Televisione Italiana (detto per inciso, in questo periodo ha scritto per il Radiocorriere, praticamente l’house organ della RAI, un migliaio di articoli) come responsabile di importanti produzioni: fra le quali egli ricorda con particolare interesse Le inchieste del Commissario Maigret perché – afferma – grazie alle strutture dei suoi episodi ha “imparato” da Georges Simenon come si scrive un giallo. Ma fino al 1994, quando uscì La forma dell’acqua, il primo libro di Montalbano, egli aveva pubblicato solo cinque romanzi in quindici anni. Dopo quella data, e ormai in pensione, la sua creatività si è… scatenata e ora, in poco più di vent’anni ha fatto uscire oltre novanta libri, senza contare le centinaia di articoli e varie altre cose. Una vera… forza della natura! Anche perché ogni suo libro, di qualunque tipo, balza immediatamente in testa alle classifiche (ci sono stati periodi, in passato, nei quali si trovavano contemporaneamente ai primi dieci posti addirittura due o tre, anche quattro suoi titoli! Un fenomeno mai avvenuto nella letteratura italiana). Anche per la quantità delle traduzioni.

Key. Quindi non è un fenomeno soltanto italiano?

Gianni.Direi assolutamente di no. I suoi romanzi hanno ormai raggiunto traduzioni in centoventi lingue, dalle principali alle più rare e inattese. E mi hai detto che anche da voi in Brasile sono stati tradotti alcuni titoli. Nell’insieme, si stima che i suoi libri abbiano venduto oltre 10 milioni di copie. E contemporaneamente, a partire dal maggio 1999, tutti i romanzi e racconti con le inchieste di Montalbano sono stati trasposti in varie serie di episodi, ugualmente diffusi in vari Paesi del mondo.

Da tutto questo insieme di dati – peraltro appena essenziali – credo di averti dato elementi sufficienti a giustificare, per lui, la definizione di “fenomeno Camilleri”

Key. Gostaria que você nos indicasse alguns títulos, segundo o teu gosto pessoal, que considere especialmente representativos na produção camilleriana.

Gianni. Ecco dunque 15 romanzi – secondo Il mio gusto personale – consigliabili:

– Il birraio di Preston (Palermo, Sellerio, 1995)

– La concessione del telefono (Palermo, Sellerio, 1995)

– La mossa del cavallo (Milano Rizzoli, 1999)

La scomparsa di Patò (Milano, Mondadori, 2000)

Il re di Girgenti (Palermo, Sellerio, 2001)

La presa di Macallè (Palermo, Sellerio, 2003)

– Maruzza Musumeci (Palermo, Sellerio, 2007)

Il tailleur grigio (Milano, Mondadori, 2008)

– La rizzagliata (Palermo, Sellerio, 2013)

– Il nipote del Negus (Palermo, Sellerio, 2010)

– La rivoluzione della luna (Palermo, Sellerio, 2013)

– La banda Sacco (Palermo, Sellerio, 2013)

– Donne (Milano, Rizzoli, 2014)

– Le vichinghe volanti e altre storie d’amore a Vigàta          (Palermo, Sellerio, 2015)

– Noli me tangere (Milano, Mondadori, 2016)

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