PANCHO

8 de janeiro de 2016 por keyimaguirejunior

MEU HUMILDE AMIGO

Francis James

Meu cão fiel, humilde amigo, sucumbiste

sob a mesa, fugindo à morte como à vespa

tu fugias em vida. Aí tua cabeça

voltaste para mim no passo breve e triste.

 

Companheiro banal do homem, tu que em teus dias

no que falta ao teu dono achas o que te baste,

ó ser bendito que a jornada acompanhaste

do Arcanjo Rafael e do jovem Tobias!

 

Tal como um santo ama o seu Deus, num grande exemplo

amaste-me também, ó amigo verdadeiro!

O mistério de tua obscura inteligência

vive agora num paraíso inocente e fagueiro.

 

Ah, se de vós, meu Deus, a graça eu alcançasse

de face a face vos olhar na Eternidade

fazei com que um pobre cão contemple face a face

quem para ele foi um deus na humanidade.

 

cães01

Pancho : 12/2007 a 01/2016

Se alguém tiver o original dessa poesia, gostaria de fazer minha própria tradução, em homenagem ao Pancho.

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