EM MEMÓRIA DO WOLINSKI

8 de janeiro de 2015 por keyimaguirejunior

Foi uma conterrânea dele – e não que a guria seja alguma filósofa – quem disse: “detesto gente séria: são eles que se guerreiam e se matam”. É, foi a Brigitte Bardot… Mas é significativo que esse pessoal sério prá cacete tenha atacado uma revista de humor. Na minha perspectiva, jogar avião no WTC é menos ruim – como se disse na época, “é apenas uma crítica de arquitetura meio feroz demais”. Tenho restrições ao humor “Bête et mechante” praticado pela Charlie Hebdo e pelo Wolinski: acho que está mais prá “épater le bourgeois” que prá humor mesmo, e também não é que eu seja lá grande admirador de besteirol inconsequente. Mas daí a invadir uma redação e matar um monte de gente, revela apenas a imaturidade de não poder ser criticado, não suportar brincadeira.

Wolinski A

Wolinski B

     Numa primeira peneirada, achei por aqui os álbuns abaixo da autoria do Wolinski – deve ter mais coisa, inclusive colaborações nas revistas de década de setenta e oitenta, Hara-kiri, L’Écho des Savannes, Fluide Glacial. O desenho ágil e caligráfico do Georges remete ao do Henfil – nosso “bête et mechante” nacional…

– WOLINKSI. 25 anos de desenhos muito conhecidos, pouco conhecidos e desconhecidos. Porto Alegre, L&PM, 1987.

– WOLINSKI. Meu corpo é das mulheres. Sem dados, Editora Três.

– WOLINSKI. Este mundo é um bordel. Sem dados, Editora Três.

– WOLINSKI. Je ne pense qu’à ça. France, JJ Pauvert, 1972.

– WOLINSKI. Ils ne pensent qu’à ça. France, Denoël, 1967.

– WOLINSKI. Cactus Joe. France, Folio, 1979.

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