PEQUENO POST POÉTICO

24 de novembro de 2014 por keyimaguirejunior

Depois de ler muita poesia, um dia vi publicada uma das minhas, num livro didático – o que me alarmou um tanto: nunca tinha sido chamado de “poeta” antes.

Foi muito preocupante: não é atividade que possa ser atestada por diploma – tanto que, todo poeta tem um certificado de outra ocupação.

CASA DCASA C

Olha só a responsabilidade, usar a mesma “classificação” que os amigos Helena Kolody, Paulo Leminski, Sidónio Muralha – prá ficar nos que já estão poetando nos Campos Elísios. Ainda nas durezas desta vida, o Thadeu Wojciechovicz, a Alice Ruiz, o Sebastião Nunes…

Enfim, coisas da vida – e no caso da minha, esclareço que “poeta” é muito mais prá leitor que prá escrevinhador.

Já me fiz de detetive prá ler mais de autores que me pareciam bons – e que não achava em livrarias e sebos. Aconteceu com o Sebastião Nunes – eu só sabia que mora em Sabará, perto da Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pardos. Procurei in loco até achar…

Da mesma forma li, há uns quarenta (é, 40!) anos uns versos do porteño Rúben Derlis – e gostei tanto que passei a procurar livros do autor. Nesse ínterim, apareceu a internet – e, procurando livros do poeta, encontrei o próprio. Que acabei conhecendo, às margens do Rio da Prata, num bolicho, numa noite chuvosa…

con este amor...

     É a prova que a poesia não engana: dos poucos versos lidos, como legenda de uma bela foto, me fizeram supor um grande personagem – como de fato ele é, na verdade.

O motivo deste post é achar outro poeta – ou pelo menos, saber seu nome. Há décadas, li na parede da casa de um jovem piloto – atualmente, uma lenda viva na aviação comercial brasileira – uma poesia que copiei e me acompanha nos cadernos de viagem até hoje. Na primeira página, prá ler quando o avião está decolando…

Dizem que não há o que não se encontre na internet – estou tirando a prova real. Quem é o autor desses versos?

Poderia ser Neruda, tem algo de sonoridade andina… Mas o espanhol, como as línguas latinas em geral, são feitas para a poesia. Catalão é fantástico, gente!

Bom, agradeço por dicas investigatórias – e, se não for abusar, alguma indicação bibliográfica também é bem vinda.

DSCN0045 (2)

“Asi que todas las paredes del universo cayeran

pudo ver um sol que jamás se pone

y las cuatro lunas que jamás calen

y pudo ver mi sombra cubriendo los oceanos

y sentir el viento soplando

de los cuatro rincones de la Tierra.

Me torne imposible

porque me hizo infinito, ilimitado.

Pero yo no estaba loco ni delirante:

yo solo estaba volando.”

OBSERVAÇÕES:

-pode haver erros de ortografia, mas copiei assim.

-no escaneamento, perdi o “de”: “A casa de quem casa”…

O livro é “Lições curitibanas’, publicado pela Secretaria Municipal de Educação, em 1994.

 

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