TREZE LISTAS DE GIBIS PREFERIDOS – III – PIÁS, PIRRALHOS E GURIS

8 de julho de 2014 por keyimaguirejunior

Claro que não se trata, aqui, de gibis para crianças, mas com crianças como personagens. São algumas das histórias mais conhecidas e lidas, talvez por seu efeito catártico: ter a cabeça de adulto sendo criança – prá aproveitar melhor as prerrogativas que todos nós perdemos, por ignorá-las. Todas essas histórias têm muitas edições, as indicações abaixo são das que me parecem as melhores antologias.

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1-PEANUTS

O grande clássico do gênero, é claro. Nos últimos anos estava meio desinteressante mas, também, cinqüenta anos é tempo prá manter uma tira…

1.1-  5.500 Charlie Brown. Milano, Garzanti, 1971. É a antologia mais bonita e bem feita que conheço.

1.2-  Celebrating Penuts. Usa, Andrews McMeel, 2009. Comemora os 60 anos da história. Monumental!

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2- MAFALDA

A HQ mais representativa dos anos setenta, como todos sabem.

2.1- Toda a Mafalda, da primeira à útima tira. Lisboa. D.Quixote, 1986. A gente curte as tiradas do Quino e os lusitanismos da tradução…

3- SOBRINHOS DO CAPITÃO

Herdeiros do “apronto pelo prazer de aprontar e custe o que custar” de Max & Moritz. Várias fases com bons autores, deliciosamente incorreto politicamente, fascinantes cenários e personagens.

3.1- Os sobrinhos do Capitão; piores impossível. São Paulo, Ópera Graphica, 2006. Histórias da fase Rudolph Knerr.

4- CALVIN & HOBBES (Calvin e Haroldo no Brasil)

É uma dessas genialidades que todos amam – menos pelo humor, que é bom, do que pela poesia. Gosto dos titulares, mas acho os pais geniais também…

4.1- Parece que a Conrad já publicou toda a produção do Watterson em boa e devida forma, nem preciso dicar.

5- LULUZINHA E BOLINHA

Não é saudosismo – mas ô coisa boa! É quase um minimalismo quadrinístico, mas não há como não curtir os disfarces do Bolinha/Aranha, ou o Alvinho com as histórias da Lulu. O despojamento dos cenários concentra a atenção do leitor na ação e nas expressões dos personagens – que transita entre o mais normal cotidiano e o surreal.

5.1- Marge’s LLL (Little Lulu Library). Usa, Rainbow, 1991. Antologia cronológica e integral dos gibis, muito chique, grande formato, capa dura e caixa a cada três volumes… pena que em B&P, as cores suaves faziam parte do clima da história.

5.2- Temos edições recentes da Devir, em B&P, e da Pixel, coloridas. Bons, mas acho que as cores poderiam ser mais para o pastel.

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 6- PATORUZITO

Pouco conhecido no Brasil, sai há décadas na Argentina. Dante Quinterno usa personagens e situações de uma região e época bem definidas – e datadas. É o pampa argentino enriquecido pela agricultura e pela pecuária nas primeiras décadas do século XX. Os principais personagens são o índio Patoruzú, de quem Patoruzito é a versão infantil. Também há o playboy Isidoro e o correspondente Isidorito. Que eu saiba, todos inéditos por aqui.

6.1- Libro de oro de Isidoro. Buenos Aires, Norma, 2007.

7- PINDUCA (HENRY)

O simpático, simplório – e apesar disso, esperto – carequinha não precisa de palavras em suas histórias. Sua melhor edição nacional ainda são os gibizões da EBAL nos anos cinqüenta ou sessenta.

7.1- Pinduca (Henry). São Paulo, Opera Graphica, sem data.

8- TURMA DO PERERÊ

Já fiz post sobre esse gibi, procurem lá… Mas cinqüenta anos depois de criada, ainda é a obra prima do quadrinho brasileiro. Desenho, história, humor, referências – tudo é bom.

8.1- Tem a série de três álbuns da Primor, em 1972

8.2- Tem a coleção “Todo o Pererê”, da Salamandra, em 2007. Não sei se saíram mesmo todas as histórias.

8.3- Tem uma série de álbuns publicada pela Nova Didática, do Positivo, pouco divulgada. É boa, mas se ressente de um didatismo que não pertence à proposta original.

8.4- Houve edições em formatinho pela Abril na década de setenta – mas formatinho não é gibi, é filatelia.

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 9- RECO-RECO, BOLÃO E AZEITONA

Esse é só prá inticar com a sonolência, pasmaceira e inoperância dos editores brasileiros de quadrinhos. Quem leu no Tico-tico, até o fim dos anos cinqüenta, leu; quem não leu… fica sem. Luis Sá é um clássico a ser admirado e respeitado.

10- FUZARCA E TORRESMO

Desculpem, mas não lembro direito. Os titulares – palhaços de circo ou televisão – pouco apareciam caracterizados. Os piás é que agem, andam descalços pelas ruas do bairro, jogam bolinha de gude e soltam raia. Não sei se era bom – mas acho que era, prá eu lembrar tanto tempo depois…

11 – TITEUF

Esse é bem novo, no sentido literal da palavra: criado por Zep em 1992, é daqueles personagens sem uma tira menos boa. O diferencial é que, ao contrário de todos os pirralhos mencionados, ele se preocupa com sexo – ou o autor se preocupa com as relações entre os guris e o tesão…

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