13 LISTAS DE GIBIS PREFERIDOS – ÁLBUNS SERIADOS

15 de junho de 2014 por keyimaguirejunior

13 listas de gibis preferidos – 2

Foi uma das minhas primeiras fixações quadrinísticas – tipo sair procurando até completar as séries… é a modalidade que dá origem à Graphic Novel, e minha lista diz respeito apenas ao que é produzido para resultar em álbum – não material de tiras ou páginas ou revistas antologizado. Os franceses são imbatíveis nessa categoria, com uma ajudinha dos belgas. Embora eu tenha numerado a lista, ela não está na ordem da minha preferência.

1-As aventuras de Asterix o gaulês. Goscinny e Uderzo, originalmente da Dargaud, agora editora Albert Rene. Equilíbrio magistral entre aventura e caricatura – latu senso – acho os melhores “Entre os bretões”, “Obelix et Compagnie” e “Le domaine des dieux”. Claro que tem um aspecto comercial muito forte por trás, mas eu preferia que a série tivesse acabado quando o Goscinny morreu. Depois, sempre salva desenho do Uderzo, mas as histórias e principalmente o humor, são fracos.

Goscinny escreveu outras séries, todas muito boas, embora Asterix seja sua incontestável obra-prima. O pele vermelha Humpa-pá, o Grão Vizir Iznogud e o taxista Strapontan – todos são leituras deliciosas.

Imagem2-As aventuras de Tintin, de Hergé. Edição original da Casterman, no Brasil da Flamboyant. Tem muita gente boa que não gosta, acha muito escoteirinho. As acusações de direitismo ao autor são irrelevantes. Talvez sejam boas as razões para não gostar, mas tem sabor e humor próprios.

3-As aventuras de Blake & Mortimer. Edgar Pierre Jacobs, edição Dargaud. Bretão até onde dá prá ser, apesar do autor ser francês. Mas revive no gibi um pouco do Julio Verne. O maior defeito são os textos enormes que explicam o que o desenho já contou; trabalha numa linha de ficção – agora – meio gasta. Mas gosto e não me encham o saco por causa disso!

4-Axle Munshine, o vagabundo dos limbos. De Ribera e Godard, edição em português Bertrand. Uma fantasia que parece até descontrolada, um pouco space opera, um pouco sátira sobre o gênero – fascinante.

5-Luky Luke. Do grande Goscinny com desenho Morris. No Brasil, originalmente, foi publicado pela Bruguera. Já passou para outras mãos – tanto a autoria quanto a publicação – há tempos, é uma série longeva com mais de sessenta álbuns, ao que eu saiba. Todos bons. Assumidamente, sátira aos filmes clássicos do western, ironizando os lugares comuns do atirador infalível, do cow-boy solitário fazedor de justiça e assim por diante.

6-Os passageiros de crepúsculo. De François Bourgeon, lançamento recente da Nemo. Excelente desenho e aventura, embora – talvez problema de tradução – confuso, perde-se fácil a linha da narrativa. O autor tem outras séries, para todas vale o que ficou dito.

7-Valerian, agente espaço-temporal. De Christin e Mezières, em português edição Meribérica. Na verdade, eu gosto é da Laureline, ver observação abaixo.  Mas no gênero space opera, são aventuras bem contadas, com bom desenho.

ImagemImagem

8-Os peles-vermelhas. De Hans Kresse, quadrinista muito bom pouco conhecido no Brasil. Edição Difusão Verbo, com uma novidade assombrosa: os índios não são retardados nem selvagens, e têm mais tática e ética guerreira que os brancos! Coisa nunca vista, talvez se devesse enquadrá-la como ficção antropológica…

9-Les aventures extraordinaires d’Adèle Blan-Sec. De Tardi, especialista em início do século XX. Também anda pelo gênero fantástico, com cenário da França e Paris da época, muito bem pesquisado. O autor têm séries sobre a primeira guerra mundial e outros eventos bélicos do período, tudo muito excelente.

10-        Gaston Lagaffe, de Franquin. Dupuis, não sei se é material da Spirou ou inédito, talvez os dois. Mas é muito engraçado, graficamente muito inventivo.

11-        Um homem, uma aventura. No Brasil, saíram seis edições pela gloriosa EBAL, na década de setenta. Autores conhecidos encaravam um personagens diferentes, em situações e cenários específicos. Originalmente da Mondadori, na Itália a serie foi longe.

 

Observações:

1- sobre Falbalá: nessa história a bela gaulesa contracena com La Traviata, uma das muitas amigáveis inticadas com a Itália nos álbuns de Asterix.

2 – sobre a Laureline – é uma personagem melhor que qualquer outra, aí incluídas Barbarella, Emma Frost e as mais que se queira. No “american way of comics” (definição do Will Eisner, que aliás também gostava dessa história) as personagens femininas são mandadas para o hospital ou o cemitério nas primeiras páginas, para que os heróis possam ficar à vontade com seus robins. Mas a Laureline protagoniza as narrativas junto com Valerian, em igualdade e às vezes melhor que ele. Pode ser doce e sensual, mas também enfezada e ciumenta.  Não hesita em usar seus charmes para dar conta de situações: personalidade de personagem bem definida.

 

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