GABO

25 de abril de 2014 por keyimaguirejunior

“Sin embargo, antes de llegar al verso final ya había comprendido que no saldría jamás de ese cuarto, pues estaba previsto que la ciudad de los espejos (o los espejismos) sería arrasada por el viento y desterrada de la memoria de los ombres en el instante en que Aureliano Babilonia acabara de decifrar los pergaminos, y que todo lo escrito en ellos era irrepetible desde siempre y para siempre, porque las estirpes condenadas a cien años de soledad no tenían una segunda oportunidad sobre la tierra.”

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     Fiquei pensando com meus botões: quantos livros, na minha impenitente vida de pantagruélico devorador de livros, me causaram impressão tão forte? Aqueles que se lê em verdadeira comunhão com o autor e que, ao terminar, gostaria que tivesse mais algums milhares de páginas? Os dedos de uma das mãos são mais que suficientes: Don Quijote, Hamlet e Macbeth… e Cem anos de solidão.

Sensação que não deixava de comportar certa tristeza: quanto tempo demoraria a aparecer uma nova obra prima desse valor? Dom Quijote e as peças do Bill têm aí uns 400 anos mais ou menos, mas vieram ao mundo aproximadamente juntas. Talvez surgisse mais alguma prá acompanhar o colombiano? Ou eu teria que esperar mais 400 anos de solidão?!

Talvez esses “picos de genialidade” devessem ser considerados em conjunto – tipo Renascimento – com ocorrências na pintura escultura arquitetura música literatura? Mesmo assim, não dava prá ficar esperando outro romance tão poderoso quanto o que acabara de ler…

O que pude fazer, foi sair atrás dos outros livros dele – o que fui fazendo à medida que iam sendo escritos, traduzidos e publicados, no caso brasileiro, com excelentes ilustrações do Carybé. Gostei de todos, sem exceção – mas Cem Anos de Solidão continuou único, isolado, em augusta solidão…

Ah, que merda – foi o Saramago, foi o Gabo – quem ficou aí escrevendo os livros que gosto?!

 

 

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