AGENDA DOS CARTUNISTAS: UFPR, 1985

4 de março de 2014 por keyimaguirejunior

1 – Apresentação

Em 1886, o jornal “19 de Dezembro” publica anuncio de espetáculo do Mágico Moya, em forma de cartum – é a primeira manifestação do gênero entre nós, sem assinatura e sem qualquer identificação de procedência.

De qualquer modo, a expressão gráfica é usada por aqui desde muito cedo: em 1888/9, a “Galeria Illustrada” publica histórias em quadrinhos de feitura local, como se pode deduzir pela presença da Igreja da Ordem num dos cenários.

As revistas satíricas, abundantes na virada do século, têm suas representantes no estado, mas fazem escasso uso do cartum. A primeira presença profissional será de Alceu Chichorro, numa carreira que se estenderá ao longo de sessenta anos, a partir de 1917.

Nos anos trinta, as impressoras João Haupt e Max Schrappe publicam “Die Streiche des Alten Herrn” e “Fred und Fritze”, este sob influência do inventor dos quadrinhos, o alemão Wilhelm Busch.

Começa então a invasão do mercado editorial brasileiro pelos quadrinhos americanos, vivendo sua chamada “Era de Ouro”. Presença que se estabelece, consolida e dura até hoje, relegando a planos inferiores a produção nacional.

Só no início dos anos setenta, quando o ciclo alternativo de publicações liderado pelo Pasquim toma conta do país, se voltará a produzir quadrinhos e cartuns em Curitiba. Durante uns dez anos, teremos a publicação de revistas, livros, tiras de jornais e realização de exposições, culminando com a criação da primeira Gibiteca do mundo, em 1982.

A partir de então,  Curitiba passa a apresentar produção constante, embora não  regular, de publicações, eventos, oficinas e exposições.

A amostragem desta agenda reúne alguns dos cartunistas em atividade na imprensa paranaense desde os anos setenta.

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2 – Minha participação…

…foi este cartum fotográfico, intitulado “Maquete de monumento à lógica do Iluminismo”.

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