LIMIAR, PRESERVAÇÃO E ARQUITETURA – III

12 de fevereiro de 2014 por keyimaguirejunior

(3 de 5)  História e Arquitetura

Além do pioneirismo de Kirchgassner, os anos 20 e 30 correspondem à construção com presença de curvas no desenho da planta e outros recursos decorativos do art-déco nas fachadas. Essa assimilação, no entanto, é tão superficial que faz parecer pretensiosa a nomenclatura… Na falta de melhor, tenho usado uma característica constante, embora não infalível, para me referir a essas construções: o revestimento em pós de pedra. Em grande parte, ele define a estética das construções em que foi empregado.

Nessa fase, ainda comparece ornamentação eclética, em que pese o predomínio de características modernistas – caso limiar, o Edifício Moreira Garcez. A verticalização se apresenta moderada, não ultrapassando os dez pavimentos – exemplo, o edifício do Brás Hotel – como ocorrerá na década seguinte. Os grandes edifícios residenciais, construídos nas esquinas das praças centrais da cidade, denotam o domínio da técnica do concreto armado. Farão anúncio da modernidade do após guerra no volume e no desenho – aproximando-se dos vinte pavimentos. Durante muito tempo, a Edifício Miguel Calluf – conhecido por abrigar o Lord Hotel – será o mais alto da cidade, com seus vinte pavimentos. O Modernismo pleno já está presente desde 1945 no Hospital São Lucas e irá se consolidar nas etapas seguintes. Haverá a “importação” de projetos e de profissionais nos anos cinqüenta, e atingindo a maturidade nos anos sessenta com a criação do Curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal do Paraná. A partir desse momento, a cidade produz seu Modernismo.

A seguir, assinalo alguns grupos de construções interessantes à compreensão da implantação do Modernismo na cidade. Reforço ainda uma vez que somente pelo critério de construção da paisagem é possível pensar em sua preservação – não se sustentarão como “unidades de preservação”.

ImagemArquitetura e paisagem urbana: o art-déco/ecletismo do Edifício Garcez, dois projetos paleomodernistas e duas edificações ecléticas; na esquina o Palácio Avenida. No mobiliário urbano, Modernismo; e no piso, o Paranismo.

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