DESIGN & ARQUITETURA – UMA ENTREVISTA – IV

27 de janeiro de 2014 por keyimaguirejunior

QUARTA PERGUNTA

Key – Proseguiamo con l’analogia design/architettura: direi che é impossibile per un architetto arrivare a un edificio corrispondente integralmente al suo progetto – ammesso che sia stato possibile realizzare il progetto che voleva. Com’é stato il P180 in questa prospettiva? In che cosa o aspetto potrebbe/dovrebbe essere diverso? Corrisponde, inoltre, alle intenzioni della Piaggio, nel competitivo mercato di aerei?

Key – Então vamos prosseguir com a analogia design/arquitetura: eu diria que é impossível para um arquiteto, chegar a um edifício que corresponda integralmente ao seu projeto – isso admitindo que tenha sido possível fazer o melhor projeto. Nessa perspectiva, como é o P-180? No que, em que aspecto, poderia/deveria ser diferente do que é? Corresponde, por outro lado, às intenções da Piaggio, no competitivo mercado de aviões?

ImagemOlly – Belle domande… Credo che comunque, parlando in generale, non solo architetti o designers ma anche artisti, artigiani, ingegneri… tutti coloro che in una qualche maniera creano qualcosa di nuovo, di originale, debbano affrontare questo grande problema: dar vita a un sogno. E credo proprio che raramente i sogni ci concedano la grazia di materializzarsi, sono un po’ come le antiche divinità che avevano la loro perfezione sull’Olimpo ma quando scendevano tra i mortali rivelavano tutta una serie di piccoli difetti, inconvenienti, incompletezze che mai e poi mai potevano essere corretti e completati dall’imperfetta natura e scienza umana. Già nel passaggio dalla mente alla carta o al computer c’è una perdita di brillantezza e di magia, figuriamoci quando si deve trasferire l’idea nel mondo della materia…! Possiamo parlare di percentuale di pertinenza della creazione all’idea, e in tal caso per quanto riguarda il P180 forse s’è raggiunto un buon 85-90 per cento, che è un valore altissimo, paragonabile indubbiamente al tempio malatestiano del Bramante, oppure al David di Donatello… possono sembrare paragoni arditi, ma il P180 m’è noto fin nei minimi dettagli e posso garantirti che è quasi esattamente quello che volevamo fare. Poteva essere tecnologicamente ancor più perfetto, avere delle performances superiori, avrebbe potuto anche sfruttare tecnologie decisamente avveniristiche… ma come ti ho già detto, la Piaggio è una piccola industria che ha partorito una macchina incredibilmente moderna e sofisticata. Sì, il P180 poteva essere migliore… ma quello che è stato fatto è stato  il massimo possibile, per le nostre forze. Per quanto riguarda ancora la questione del mercato, posso dirti solo una cosa. Al giorno d’oggi, affrontare un mercato come quello degli aerei è una cosa terribilmente difficile, che richiede sforzi ed energie molto grandi e complessi. Ci sono aerei che hanno caratteristiche analoghe al P180, che magari costano anche meno, oppure che costano la stessa cifra, ma che hanno alle spalle poderose industrie che garantiscono assistenza, manutenzione e tutto quello che occorre in tutte le nazioni del mondo. Questo aspetto è una carta vincente nel mercato internazionale, la Piaggio però – lo ripeto – è una piccola industria. Tenendo conto anche del fatto che a causa della sua sofisticata tecnologia non tutti sanno mettere dentro al P180 le mani e quindi occorre del personale altamente specializzato… si fa presto a fare i conti! E il fatto che la Piaggio ne abbia venduti più di duecentocinquanta mi sembra un successo incredibile. Abbiamo fatto volare un sogno gigantesco, credimi, ed eravamo poco più che dei bambini che giocavano con gli aquiloni….

03Olly – Boas perguntas… no entanto, acho que, falando de uma maneira geral, não só arquitetos ou designers, mas também artistas, artesãos, engenheiros… Todos os que, de algum modo criam algo novo, original, devem enfrentar esse grande problema: dar vida a um sonho. E acredito mesmo que raramente os sonhos nos concedam a graça de se materializar. São um pouco como as divindades antigas que tinham sua perfeição no Olimpo, mas quando desciam, entre os mortais, revelavam uma série de pequenos defeitos, falhas, inconveniências que jamais poderiam ser corrigidas e completadas,  dada à imperfeição da natureza e do conhecimento humano.  Já na transferência da mente para o papel ou para o monitor, há uma perda de brilho e magia, pense quando a coisa deve ser transferida para o mundo da matéria… ! Podemos falar de um percentual de pertinência da criação à idéia, nesse caso, com relação ao P-180 talvez tenhamos chegado a uns bons 85/90 por cento, o que é um valor altíssimo, sem dúvida comparável ao templo malatestiano de Bramante ou ao David de Donatello. Podem parecer comparações ousadas, mas conheço o P-180 desde os mínimos detalhes e posso garantir que é quase exatamente o que queríamos fazer. Poderia ser tecnicamente mais perfeito, ter performances melhores, poderia desfrutar de tecnologias decididamente futurísticas… mas como já disse, a Piaggio é uma pequena indústria que deu à luz uma máquina incrivelmente moderna e sofisticada. Sim, o P-180 poderia ser melhor… mas o que foi feito marca o máximo possível, para as nossas forças. Quanto às questões de mercado, só posso dizer uma coisa. Atualmente, enfrentar um mercado como o dos aviões é algo terrivelmente difícil, que requer esforços e energias grandes e complexas. Existem aviões que têm características análogas ao P-180 e que talvez custem menos, ou talvez custem o mesmo, mas que têm às costas poderosas indústrias capazes de garantir assistência, manutenção e tudo o que é necessário pelo mundo inteiro. Esta é uma cartada decisiva no mercado internacional. Mas a Piaggio, repito, é uma pequena indústria. Tendo em consideração que, dada à sua sofisticada tecnologia, não é qualquer um que pode por as mãos no P-180, há a exigência de pessoal altamente especializado… é fácil fazer as contas! O fato de que a Piaggio vendeu mais de duzentos e cinqüenta, me parece um sucesso inacreditável. Fizemos voar um sonho gigantesco, acredite, e éramos pouco mais que crianças brincando com raias…

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OBSERVAÇÕES:

1- P180″Avanti”: velocidade máxima de cruzeiro, 740 km/h; altitude de cruzeiro 12.000 metros; autonomia em condições normais 2.930 km; pista para decolagem e aterrisagem menor que a dos turbo-fan; quantidade de passageiros 9; tripulação 2.

2-Fabricante: Piaggio Aero Industries (veja o site)

3-Bibliografia: “100 OTTANTA” ( livro comemorativo das 180 unidades do P-180 vendidas); Genova, Tormena, 2004.

4-O P-180 foi testado no Brasil, com performance altamente favorável. Reportagem na Aero Magazine Ano 11, nº 122

 

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