DESIGN E ARQUITETURA – UMA ENTREVISTA – III

26 de janeiro de 2014 por keyimaguirejunior

TERCEIRA PERGUNTA

digitalizar0003Key – Dunque, il P-180 vola! Da parte tua, e per quanto ho capito si è trattato di un lavoro d’équipe. Come hai interpretato in forme  l’aerodinamica e altri vincoli del progetto? Insomma, la sintesi finale tocca al designer come, in una costruzione, tocca all’architetto. Capisco che un aereo é più complesso di un edificio, dato che deve stare in aria, a grande velocità e cosi via…

Key – Então, o P-180 alça vôo! Da tua parte, e pelo que entendi, foi um trabalho de equipe. Como você interpretou em formas aerodinâmicas e outras condicionantes do projeto? Enfim, a síntese final toca ao designer como, em uma construção, toca ao arquiteto. Acho que um avião é mais complexo que um edifício, entendido que deve ficar no ar, a grande velocidade e assim por diante…

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Olly – Visto che proponi un paragone col mondo dell’architettura, voglio citare un frase di Adolph Loos e trasferirla nel mio mondo volante: “L’architetto deve rivestire con muri i bisogni dell’uomo”… che potrei appunto far diventare “Il designer deve rivestire con forme i desideri degli ingegneri”. Ed è esattamente quello che succede quando si fa – come ben dici, con lavoro d’équipe – una macchina volante come il P180, sofisticata e complessa quanto basta da costringerti a volte ad operazioni di funambolismo grafico. Se immagini l’aereo come una grande mandria di bufali che sta attraversando il sertao (si chiama così?) condotta da un gruppetto di cowboys, puoi paragonare i cowboys ai progettisti aerodinamici, attentissimi a mantenere la mandria ben compatta e unita perché non vada dispersa nella vastità delle steppe, mentre i bufali rappresentano tutto il resto, dalla progettazione e produzione meccanica a quella avionica, impiantistica, elettronica ecc. ecc… In qualità di designer aerodinamico facevo parte di quel gruppo di cowboys, impegnatissimo nel controllo della configurazione aerodinamica e nella realizzazione di raccordi di… contenimento delle esuberanze di quella turba immane di bufali! Il lavoro in sé, come ti ho già detto, era dar forma – a volte con calcoli e a volte con tentativi empirici – a quello che occorre a quella mandria – pardon, macchina – per volare. Si creavano modellini – virtuali e reali – , si provavano nelle gallerie del vento – virtuali e reali -, si rilevavano i problemi e si ridisegnavano le parti interessate…. in un  interminabile ciclo che è costato sei anni di lavoro per poter far alzare in volo il primo prototipo! E pensare che una mattina eravamo partiti avendo in mano solo quattro coniche generate ottimizzando il profilo dell’aereo schizzato a mano su un grande foglio bianco….

Voglio farti qualche esempio per farti capire la complessità di quanto abbiamo fatto. Sai quante volte ho ridisegnato il raccordo del canard alla fusoliera? 43 volte! Ma alla fine era perfetto… E le prese d’aria della gondola motore, allora? Per realizzarle (sono bocche-di-squalo) ho controllato fino al centesimo di millimetro la continuità delle loro curvature, in un processo che mi è costato due mesi di lavoro ininterrotto. Alla fine, però, quando realizzammo gli stampi a controllo numerico, erano talmente perfette che divennero il simbolo sui nostri depliant della raffinatezza della nostra macchina…

digitalizar0001Olly – Como você propõe uma comparação com o mundo da arquitetura, citarei uma frase de Adolph Loos e a transferirei ao meu mundo voador: “O arquiteto deve contornar com paredes as necessidades do homem.” Poderia interpretar como “o designer deve revestir com formas os desejos dos engenheiros”. É exatamente isso o que se faz – como você disse, em um trabalho de equipe uma máquina voadora como o P-180, sofisticada e complexa o suficiente para me obrigar, algumas vezes, a operações de malabarismo gráfico. Se você imaginar um avião como uma grande boiada atravessando o sertão (é essa a palavra?!) conduzida por um grupo de vaqueiros, pode comparar os vaqueiros aos projetistas aerodinâmicos, muito atentos em manter a boiada compacta e unida para não se dispersar na vastidão do sertão. Enquanto os bois representam todo o resto, da projetação e produção mecânica e aviônica, instalações, eletrônica, etc. Na qualidade de designer aerodinâmico, fiz parte do grupo de vaqueiros, empenhadíssimo no controle da configuração aerodinâmica e na realização nas necessidades de conter a exuberância daquela manada indócil de bois!

O trabalho em si, como já dito, era dar forma – algumas vezes com cálculos e outras com tentativas empíricas – – ao que acontecia com a manada – desculpe, máquina – para voar. Fazíamos maquetes – virtuais e reais – testava-se nas galerias de vento – virtuais e reais… – identificavam-se os problemas e se redesenhavam as partes interessadas. Foi um interminável ciclo, que custou seis anos de trabalho para fazer voar o primeiro protótipo! E pensar que, uma certa manhã, tínhamos começado tendo em mãos apenas quatro cônicas geradas otimizando o perfil do avião esboçado a mão sobre uma grande folha de papel branco…

Gostaria de dar um exemplo para fazer entender a complexidade do que fizemos. Sabe quantas vezes redesenhei a junção do canard com a fuselagem? 43 vezes! Mas no final, era perfeito… E a tomada de ar da gôndola do motor, então? Per realizá-la (são em boca-de-tubarão) verifiquei até o centésimo de milímetro a continuidade das curvas, em um trabalho que me custou dois meses de trabalho ininterrupto. Mas no fim, quando fizemos a figuras para controle numérico, eram tão perfeitas que se tornaram o símbolo, em nossos folders, do refinamento do nosso aparelho…

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