DESIGN & ARQUITETURA – UMA ENTREVISTA – II

25 de janeiro de 2014 por keyimaguirejunior

SEGUNDA PERGUNTA

Key – Então, você chegou na Piaggio, uma empresa que faz – ou fez – muitas coisas e, principalmente aviões. Pelo que sei, com participação da Segunda Guerra Mundial, na aventura colonial da Itália na Etiópia, etc. Como você vê – e como participou – na opção da empresa, para produzir um avião artesanal de alta performance? Acima de tudo civil, não militar, e que, com justificado orgulho, é chamado “Ferrari dos céus”?

Key – Dunque, sei arrivato alla Piaggio, una ditta che fa – o faceva –  tante cose, e soprattutto aerei che, da quanto ho capito, hanno partecipato alla Seconda Guerra Mondiale, all’avventura coloniale dell’Italia in Etiopia, ecc, ecc. Come vedi – e come hai partecipato – alla scelta della ditta, per la produzione di un aereo artigianale di alta performance? Soprattutto, civile, non militare, che, con giusto orgoglio denominate “la Ferrari del cielo”?

ImagemOlly – Neste ponto, é preciso contar um pouco de História. Seria talvez monótono, mas é interessante. Posso sintetizar assim: nos anos setenta terminou um período de assistencialismo e principalmente, terminou uma época de investimentos massiçamente militares. Os governos – e não só o italiano – depois do espectro das guerras mundiais e sob novo clima de distenção, cortaram a fundo as forças armadas, reduzindo seu peso na economia nacional com fortes cortes nos armamentos. A Piaggio produzia aviões essencialmente militares, então… que fazer? Simples, bastava redirecionar a produção. Antes da minha entrada, em 1973, estava sendo trabalhado um projeto azarado, o PD808, derivado de um projeto da Douglas, a mesma do Jumbo Jet (a sigla seria Piaggio-Douglas 808). A coisa não andava bem, por duas razões fundamentais: o projeto tinha grandes incógnitas de origem (e talvez por isso a Douglas o cedeu) e requeria tecnologias muita avançadas para a Itália de então. Mas cada desgraça trás consigo uma graça … chegaram à Piaggio dois novos e grandíssimos personagens: os engenheiros Mazzoni e Morelli. Que dizer? O gênio não se discute! Eu poderia falar dos dois longamente, da sua atividade leonardesca, das suas personalidades carismáticas… opus est breviores esse (… “é melhor ser breve”)! Vamos saltar isso e chegar até mim. Fui, nitidamente, dos primeiros a me apaixonar por suas idéias maravilhosas. Perceba que, naquele mesmo período começava a febre do computador e do CAD. Foi assim que vi nascer o P180, dia após dia e dia após dia participei do parto, do crescimento, da maturação… no começo eram, apenas esboços sobre papel, números no computador, curvas no vazio, tabelas de números e mais números… depois o recém nascido deu seus primeiros gemidos, nasceram as primeiras maquetes… Eu estava ali, antenas bem estendidas no éter, a captar qualquer variação, a transformar as idéias em modelos computadorizados… e me tornei um especialista das formas e das representações. Por sorte a modernidade da máquina foi acompanhada de um progressivo adeqüamento tecnológico, e por fim o pássaro levantou vôo. Quando o vi descolar do chão pela primeira vez, foi como se visse a realização de um sonho, um belo e grande sonho! Posso dizer que nenhuma outra empresa italiana, naquele período, ousou tanto quanto nós da Piaggio: éramos uns anões na economia nacional, mas demos passos de gigante – e sem ajuda de nenhuma Branca-de-Neve…

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Olly –  Bisognerebbe fare un po’ di storia, a questo punto, ma la cosa sarebbe noiosa, anche se interessante. Posso sintetizzare il tutto così: negli anni settanta terminò un’epoca di assistenzialismo e soprattutto terminò un’epoca di investimenti dello stato massicciamente militari. I governi – non solo quello italiano – dopo gli spettri delle guerre mondiali e nel nuovo clima di distensione tagliarono i fondi agli eserciti, riducendone il peso nell’economia nazionale con vistosi tagli agli armamenti. La Piaggio produceva aerei essenzialmente militari, quindi… che cosa avresti fatto? Semplice, bastava riconvertire la produzione. Prima che entrassi io – nel 73 –  era in produzione uno sfortunato mezzo, il PD808, derivato da un progetto Douglas, la stessa del Jumbo Jet (la sigla stava per Piaggio-Douglas 808). Non andò affatto bene, per due ragioni fondamentali: il progetto aveva grandi incognite alla radice (forse è per quel motivo che la Douglas ce lo cedette) e inoltre richiedeva tecnologie che per l’Italia erano ancora troppo avveniristiche. Ma dato che ogni disgrazia si trascina appresso una grazia… in Piaggio salirono alla ribalta due nuovi grandissimi personaggi, l’ing. Mazzoni e l’ing. Morelli. Che dire? Il genio non si discute! Potrei parlarti di quelle due persone a lungo, della loro leonardesca attività, della loro carismatica personalità… opus est breviores esse!  Tagliamo anche questo e veniamo a me. Io chiaramente fui tra i primi a innamorami delle loro idee meravigliose, tieni conto che proprio in quel periodo cominciava la febbre del computer e del CAD. Fu così che vidi nascere il P180, giorno dopo giorno e giorno dopo giorno partecipai al suo parto, alla sua crescita, alla sua maturazione… inizialmente erano solo schizzi su carta, numeri sui computer, curve nel vuoto, cataste di numeri e ancora numeri… poi il neonato emise i suoi primi vagiti, nacquero i primi modellini… Io ero lì, con le antenne ben tese nell’etere, a cogliere ogni variazione, a trasformare le idee in modelli computerizzati… e divenni l’esperto delle forme e dei raccordi. Per fortuna la modernità della macchina si accompagnò ad un progressivo adeguamento tecnologico, e alla fine ll’uccello prese il volo… quando lo vidi staccarsi da terra per la prima volta, fu come se vedessi finalmente realizzarsi un sogno, un gran bel sogno! Posso dire con assoluta certezza che nessuna azienda italiana, in quel periodo, osò quanto osammo in Piaggio: eravamo dei nani, nell’economia nazionale, ma i nostri passi furono da giganti, anche senza l’aiuto di Biancaneve.

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